Buda e Peste
Sobre Budapeste.
11/7/20232 min read


O texto de hoje era para ser mais curto. Para todos aqueles que caírem de paraquedas por aqui, os textos tratam de viagens ao longo dos últimos 12 meses.
Cada texto é escrito minutos antes de ser publicado. Tudo resulta de um processo imediato de reflexão e música. No momento, escuto "Voilà" de Barbara Pravi.
Sobre o tema de hoje, a foto acima é o Parlamento de Budapeste em um dia chuvoso. Lembro de caminhar pelas ruas da cidade até o parlamento e depois nas margens do rio Danúbio. No dia seguinte, recordo ainda de uma bela neve que caía no meio do Danúbio na ilha do Jardim Japonês.
A cidade é enorme e os prédios me trouxeram o sentimento de uma cidade marrom que precisava ser retocada. Um sentimento parecido que depois eu teria em Sarejvo. Lembro de olhar para os prédios e ver tudo aquilo como uma paisagem que era antiga. E, no interior dos prédios, a estrutura normalmente era mal cuidada. Parecia-me como se os prédios fossem desabar a qualquer momento.
Budapeste foi o único lugar até hoje que fui a um bar underground. Encontrei um húngaro e seu amigo no lado de Buda. Em tese, a cidade teria 3 grandes partes, Buda, Peste e Óbuda. Conversamos bastante sobre nossos países, um deles tinha rompido um relacionamento no mesmo dia, e acredito que aquela foi uma das últimas vezes que ingeri álcool. Depois do meu último retorno a Toulouse ainda em janeiro, desde então decidi não consumir mais álcool. Mas, se você desejar, Budapeste tem diversas opções.
Budapeste foi um lugar que não conheci muitas pessoas e que não passei muito tempo para fazer muitas memórias marcantes. Mas a Hungria em si ainda continua como um lugar para se conhecer e que me marcou de forma muito indireta. Chamo isso de coincidências cósmicas. Ainda no meu primeiro ano de faculdade, participei de uma competição húngara e depois ainda apliquei para uma bolsa de estudos no país. Duas oportunidades que não consegui, mas que me deixou uma certa conexão com o país. Quando fui à Escócia, de forma curiosa lembro de vários húngaros. A segunda pessoa que conheci na Europa era húngara assim como as últimas que conheci na Inglaterra e na Suíça.
Entre idas e vindas, comecei a trabalhar para uma empresa estrangeira. Meses depois percebo que o dono dela tem sobrenome de raízes húngaras e esteve na minha cidade natal dias antes de eu partir. O mundo parece ser grande, mas parece ainda muito pequeno.
Os húngaros ainda são muito conhecidos pela tradição na natação e no handebol, esporte que pratiquei por anos e com o qual ainda tenho um sonho bem específico a realizar. Provavelmente vocês irão ouvir mais da Hungria em um futuro próximo. Enquanto isso, deixo aqui algumas coincidências cósmicas.
